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Cirurgias orais e extração dentária em cães e gatos

Cirurgias orais e extração dentária em cães e gatos

A cirurgia oral veterinária vai além de “puxar o dente”. Envolve planejamento radiográfico, flap gengival, remoção completa da raiz e controle da dor no pós-operatório.

Quando a extração é o tratamento certo

A extração está indicada quando o dente não tem mais suporte ou o canal não é viável:

  • dente de leite persistente (comum em cães de raça pequena)
  • fratura de raiz
  • periodontite avançada com mobilidade
  • reabsorção dental felina em estágio avançado
  • dentes decíduos que desviam a erupção do permanente

Deixar um dente de leite na boca junto do permanente cria um corredor de placa, empurra o dente definitivo e antecipa a doença periodontal.

O que o tutor deve esperar

O procedimento é feito com anestesia inalatória, radiografia intraoral e analgesia. Extração incompleta (raiz esquecida) vira foco crônico de dor e infecção — por isso a imagem intraoral não é opcional.

No pós-operatório, a maioria dos pets volta a comer em 24 a 48 horas, com ração úmida e anti-inflamatório prescrito. Ponto absorvível costuma dispensar retorno só para retirada.

Cirurgia não é o fim da história

Depois da extração, a boca ainda precisa de higiene e reavaliação. Um dente perdido não “cura” os vizinhos: a doença periodontal continua nos que restaram.

Agende a avaliação se houver dente mole, leite persistente ou fratura.


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